Como não perder seu trabalho para uma máquina

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Independentemente das nossas vontades ou expectativas, as máquinas estão chegando no mercado cada vez mais fortes.

As mídias vinculadas à programação já estão crescendo em torno de 50% por ano. Os sistemas automatizados de marketing, como CRMs e produtores de campanhas, já são os queridinhos das empresas na comunicação com os clientes. As aplicações inteligentes, como Watson e Siri, também estão ganhando espaço rapidamente entre as soluções oferecidas para comunicação.

Todas essas informações significam que sua carreira pode ter ainda cinco, dez ou vinte anos pela frente, mas você precisa começar a pensar em como sobreviver e prosperar no mundo das máquinas.

Para te ajudar nessa reflexão, separamos alguns tópicos especiais que podem ser pontos de partida para a construção de uma carreira longa e robusta.

  1. Se sobressaia onde as máquinas não alcançam

Quase todas as atividades laborais que existem podem ser separadas de forma simples em dois grandes grupos. Existem as chamadas atividades Repetitivas e as atividades Criativas. As atividades Repetitivas podem ser as que envolvem produção, cálculos e outras atividades mecânicas no geral. Nessas tarefas, o domínio tende a ser das máquinas. Porque elas geralmente são mais rápidas, mais precisas, mais confiáveis e mais eficientes do que os humanos. Porém, nas atividades criativas, nós ainda dominamos. Já que somos bem melhores em ter novas ideias, inventar coisas, lidar com ambiguidades e construir relações de confiança entre pessoas.

Assim, as implicações para as carreiras ficam bem claras. Todos aqueles que têm carreiras profundamente arraigadas em atividades repetitivas estão correndo riscos de serem trocados por máquinas. Portanto, o pensamento central deve estar em construir habilidades que sejam muito ligadas ao potencial inventivo, de julgamento ou de construção de confiança. Você deve fazer o possível para se tornar uma referência nessas competências humanas. Além disso, você também pode transformar seu trabalho em algo criativo, mesmo que sua área não seja essencialmente criativa. Ter uma grande diversidade de experiências – viagens, estudos, convivências com outras culturas, etc., pode te ajudar a sair da zona de conforto e desenvolver essas habilidades. Se cercar de profissionais experts nessas competências também pode ser muito útil no processo inicial.

  1. Trabalhe com máquinas, não contra elas

Este não é um caso clássico de um versus o outro. Até porque a relação entre humanos e máquinas exige constante interação. Mesmo as atividades repetitivas precisam de homens em alguns momentos para ensinar máquinas, inspecionar resultados, testar novas hipóteses, entre outros. E a demanda por profissionais que conseguem gerar insights a partir dos dados coletados por máquinas ainda será grande nas décadas que estão por vir. Então, se você é uma pessoa com forte inclinação matemática, não deve se contentar em ser apenas um leitor de planilhas. Procure novas tendências, como mineração de dados e análise de big data.

Já no mundo “criativo”, há uma crescente oportunidade para o uso de máquinas auxiliando o processo criativo. Compositores, por exemplo, costumam usar softwares para compor algumas notas. Assim, eles podem se concentrar mais em criar novidades e não precisam se preocupar com a parte mecânica do trabalho. Outro exemplo interessante é o dos oncologistas, que começaram a usar softwares de processamento de dados para ajudar nos diagnósticos e tratamentos complexos de câncer.

Se você souber como usar o potencial das máquinas a seu favor, elas podem passar de inimigas a grandes aliadas.

  1. Não espere o pior para tomar uma atitude

Com esse texto, não queremos que você apenas fique extremamente preocupado com o futuro. Nós queremos que você olhe para os lados, saia da sua zona de conforto e encontre o lugar certo. Ainda existem muitas oportunidades para pessoas com grandes ideias, empreendedoras e construtoras de confiança. E oportunidades com estreita colaboração entre humanos e máquinas. Os cientistas de dados que são bons contadores de histórias, por exemplo, têm um diferencial competitivo muito bom. Por isso, é importante que você se mantenha sempre atento. Pois o domínio de certas habilidades (muitas vezes simples) pode ser o grande diferencial no seu trabalho. E fazer com que você supere tanto a competição da máquina, como a competição dos próprios humanos.

Tenha uma boa visão do futuro para alavancar sua carreira. Comece agora!

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O texto foi inspirado em um artigo do AdAge.