Uma luz no fim do túnel para a pesquisa de mercado

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A falta de engajamento dos respondentes das pesquisas de mercado tem gerado uma crise de crescimento no setor. Existe uma luz no fiz do túnel?

Nos últimos 10 anos ou mais, nós testemunhamos o crescimento da automação na coleta de dados, análises e relatórios entre as empresas de pesquisa de mercado. Também vimos novas tecnologias (VR, facial reading, mobile, etc.) e startups entrando no espaço da pesquisa de mercado. Contudo, parece que pouco ou nenhum avanço foi feito na intenção de usar essas novas tecnologias para aumentar o engajamento dos respondentes nas pesquisas.

Como nós sabemos, a falta de engajamento dos consumidores respondentes de pesquisa de mercado tem gerado uma crescente crise no setor. Não é nenhum segredo que as empresas de painéis online têm encarado muitos desafios para atrair e reter novos participantes.  A diminuição das taxas de resposta e a falta de pesquisas otimizadas para as plataformas mobile também são problemas bem conhecidos nesse mercado.,

Uma boa parte das empresas de pesquisa de mercado também pensam que as amostras tendem a piorar ao longo dos anos. Os coletores de dados e provedores de amostras são mais otimistas, e a maioria deles pensam que a qualidade tende a melhorar, impulsionada pela tecnologia. Surpreendentemente, a tecnologia ou a falta dela, é uma das principais culpadas pela piora das amostras nas pesquisas: de robôs a design e pesquisas para mobile, tudo isso pode estar influenciando a queda na qualidade das amostras.

Então, existe uma luz no fim do túnel para a crise de engajamento na pesquisa de mercado?

Bom, aqui no eCGroup, usamos a tecnologia a nosso favor e ela está nos ajudando a aumentar a qualidade dos dados e das taxas de resposta. Mas não apenas por causa dos sistemas de automação ou detecção de fraude. Tecnologias sociais e mobile estão nos ajudando a nos aproximar dos consumidores. Pois proporcionam experiências atraentes para os usuários, dando a eles um grande propósito para participar das pesquisas de mercado, e, ao mesmo tempo, dando acesso a novas fontes de captura de dados disponíveis em seus dispositivos móveis, redes sociais, websites e apps.

No fim das contas, não é apenas sobre tecnologia, mas mudar a mentalidade da pesquisa de mercado tradicional onde consumidores (“respondentes”) são tratados apenas como recursos que são usados e descartados quando o projeto alcança seus objetivos. Nós sabemos, desde nosso começo, que nós temos que dar às pessoas experiências de uso atraentes e estimulantes. Isso nos levou a construir uma plataforma de mídia social que replica os formatos como as pessoas naturalmente colocam seu feedback em um website, compartilhando experiências com seguidores em plataformas como Twitter, ou se divertindo com apps e jogos em seus dispositivos móveis.

Como no Facebook, nós criamos ferramentas para empoderar os usuários e fazer com que eles gerem mais conteúdo de forma espontânea. Assim como permitir que se conectem com outros perfis que tem interesses semelhantes através das comunidades online que nós criamos, ou das que eles podem criar por si mesmos. No lugar dos fóruns tradicionais, nós damos a eles novos feeds que são personalizados, baseados nas suas preferências e nos dados que eles colocam na plataforma. Nós também transformamos as pesquisas em jogos, e integramos elementos e dinâmicas de gamification nas plataformas, trazendo o elemento da diversão como parte da experiência geral do usuário. Essa combinação de social, diversão e o propósito de ajudar outros a tomarem melhores decisões tem aumentado muito o número de usuários geradores de conteúdo, que promovem conversas entre membros das comunidades e dados com qualidade superior.

Apesar da crise do engajamento e das questões atuais do mercado, eu tenho concordado com os analistas do GRIT e vejo uma razão para estar esperançosa. Eu também acredito que a experiência pobre do usuário com a pesquisa de mercado está começando a contrastar com uma experiência única e estimulante criada por inovadores que não têm medos de abraçar e dirigir a inovação no setor.

E você? Você vê a luz no fim do túnel para a crise de engajamento na pesquisa de mercado?

  • Texto adaptado de uma publicação da Adriana Rocha (Co-Fundadora e CEO da eCGlobal Solutions, Co-fundadora da eCMetrics, ambas fazem parte do eCGroup) no LINK.