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Estudo realizado na Universidade americana de Stanford aponta como os empresas podem se apropriar de métodos utilizados em protestos para aumentar seu grau de inovação.

A professora de comportamento organizacional da Universidade de Stanford, Sarah A Soule, e seu colega Dan J Wang, da Universidade de Columbia, analisaram uma base de dados do The New York Times com 23.000 protestos ocorridos entre 1960 e 1995. Eles encontraram situações comuns nesses protestos que permitiram algumas conclusões acerca do comportamento das pessoas. Percebendo, assim, que o estudo da dinâmica dos protestos e de suas táticas poderiam ser bem aproveitados pelas organizações.

Nas manifestações estudadas pelos pesquisadores, percebeu-se que os manifestantes eram, muitas vezes, pessoas extremamente diferentes entre si, com histórias e propósitos bem diferentes também. Mas eles conseguiam se unir, se organizar e lutar por uma causa comum. Inclusive utilizando táticas extremamente radicais e, o mais importante, extremamente inovadoras. Demonstrando a capacidade de assimilar o potencial dos membros participantes do protesto.

No contexto brasileiro atual, onde estão ocorrendo uma série de manifestações de cunho político, pode-se perceber a união de várias pessoas muito diferentes, com histórias e objetivos de vida bem diversos, lutando em prol de um resultado comum. Nesse caso, pode-se observar, claramente e em tempo real, a capacidade de mobilização por uma causa e as manifestações muito criativas motivadas pelo contexto. Como imagens, slogans, e até mesmo coreografias.

Transportando esses comportamentos para a empresa, Soule afirma que, para se ter uma maior taxa de inovação, é necessário que existam pessoas muitos diferentes nas equipes de trabalho da organização. Não só de diferentes áreas do conhecimento, mas com pensamentos e histórias de vida completamente diversos. Dessa forma, há maior propensão ao surgimento de ideias criativas e, consequentemente, surgem mais inovações.

Para acessar a pesquisa feita pela eCMetrics sobre as manifestações brasileiras de março, Clique aqui.

Acesso ao conteúdo completo no link [em inglês]: Clique aqui.